domingo, 8 de maio de 2011

Das definições infundadas do viver - Cap.1

Pensei muito em não dizer mais nada,
Em calar tudo que aqui dentro insiste em não deixar de existir,
Mas isso aqui sou eu,
Por mais frágil e inconsciente que possa parecer.

Já deixei de caminhar tanta coisa
Jogando fora alguns passos desconfortáveis
Que vão me levar longe,
E isso é incrível.

Porque não importa quanto não possamos tudo
Que as vezes passa por nosso pensamento.
O que nós tiramos disso tudo
É cada vez mais engrandecedor.

E aí que eu lhe digo,
Num momento me falta ar,
no outro, me falta lamento.


Viver é uma adaga,
sempre.

2 comentários:

Erasto disse...

preto no branco, antônimo.
colorir o tempo com meus anseios
é pedir mais chagas de viver.

Géssica Sena disse...

que não deixem de existir os porta-vozes da beleza da vida!

lindo texto..agradecida;)