O barulho da chuva não para dentro da cabeça
Os neurônios explodem sem pensar
Do rebuliço, ciclo de cada dia.
Canso de não poder me afastar
E pereço, como arroz de pequi
Caçando estrelas do mar.
Quem sabe um meteoro
Caia e tudo pareça lindo
Para de há passar a hão de novo
Emoção, meu caro,
É coisa que quando dá
Cai de maduro.
domingo, 10 de junho de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
DAÍ
Daí eu decidi que dos que há e que já tinha
Precisava era senti-los com verdade
E não com necessidade.
Daí tenho seguido passos mais camelóides,
Futurísticos
E sentindo sol e frio como qualquer ser humano.
Não sei se é o caso de indicar caminhos já que foram tão tortuosos,
Mas certezas são sempre reconfortantes
E não se importe que um dia elas não estejam mais lá.
Indico então paz e aproveitamento
Dos sorrisos,
Dos afagos,
Dos intercâmbios,
de TUDO.
Precisava era senti-los com verdade
E não com necessidade.
Daí tenho seguido passos mais camelóides,
Futurísticos
E sentindo sol e frio como qualquer ser humano.
Não sei se é o caso de indicar caminhos já que foram tão tortuosos,
Mas certezas são sempre reconfortantes
E não se importe que um dia elas não estejam mais lá.
Indico então paz e aproveitamento
Dos sorrisos,
Dos afagos,
Dos intercâmbios,
de TUDO.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Rebuliço
Das quais não há precisão
nem se quer vontade.
Pintam o céu de marrom-avermelhado,
sangram leitos já trancados,
ou de procedência incerta.
Atravessam toda pureza do ar,
sufoca-nos.
E assim se espera acalmar-se,
a cada minuto,
a cada movimento.
Cansa fôlego,
futuro e
o momento.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Por detrás
A chuva cai feito balde
E tento me sentir segura nesse espaço
Presa com meus próprios cadeados.
A eles, dei-te a chave.
Mas desde já,
Quero-as de volta.
Sem grandes danos,
Nem dilúvios.
Só não gostei da exposição do flash.
Abri aquele velho baú
De recordações
E desejos.
É ouro demais
E meu olhos não suportam.
E tento me sentir segura nesse espaço
Presa com meus próprios cadeados.
A eles, dei-te a chave.
Mas desde já,
Quero-as de volta.
Sem grandes danos,
Nem dilúvios.
Só não gostei da exposição do flash.
Abri aquele velho baú
De recordações
E desejos.
É ouro demais
E meu olhos não suportam.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Simples discordância
De cá reclamo aos que não tem ouvidos
E incito Caio Fernando.
Por que essa disposição ao amor atormentado?
De certo que não és só nossa,
Nem particular desse tempo.
Mas engasga feio
E sequestra a vontade de respirar
Será que era muito desassossego
Dispor essa classificação a outros sentimentos?
Ou será o amor tão amplo e não delimitado
Que o incorporou a força bruta?
Sei que só convivo com a derivação
De um processo absolutamente inalcançável
E não concordo com ele.
É isso.
E incito Caio Fernando.
Por que essa disposição ao amor atormentado?
De certo que não és só nossa,
Nem particular desse tempo.
Mas engasga feio
E sequestra a vontade de respirar
Será que era muito desassossego
Dispor essa classificação a outros sentimentos?
Ou será o amor tão amplo e não delimitado
Que o incorporou a força bruta?
Sei que só convivo com a derivação
De um processo absolutamente inalcançável
E não concordo com ele.
É isso.
sábado, 13 de agosto de 2011
Palavras se perderam.
Aí me vejo, como de costume, a procurar o que já se foi,
o que não há mais o que retirar.
Acho sonho e magia,
tudo o que fazia meus olhos acordarem,
minha mente se perder de cor
e meus pés flutuarem.
O que sinto hoje dessa fonte são cicatrizes,
apenas isso.
E uma vontade de arrependimento mais forte do que eu.
Cada passo mal dado de hoje,
sei que foi fruto dessa água envenenada.
E se sinto raiva,
lhe direi que sinto tristeza.
De cada momento incrível
jogado ao penhasco,
cruelmente.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Liz - Cap. 5
Sacou todos aqueles gizes de cera que sempre carregava na bolsa sem nenhuma utilidade e sentiu que seria agora, que aquilo era uma brecha pra tudo que ela queria: Colorir seu próprio mundo.
Ficou pensando se tudo aquilo não tinha sido feito por sua imaginação, por um sonho maluco de noite chuvosa. Mas durava muito tempo e estava absurdamente incontrolável.
Liz acreditava que mesmo com o meio-fio tão perto, podia evitá-lo quando tomasse consciência. É, não podia ser um sonho. Já teria acordado, ou talvez já pudesse andar com as próprias pernas.
Afastou esses pensamentos e resolveu construir o tal mundo que estava em volta suplicando por cores.
Ficou pensando se tudo aquilo não tinha sido feito por sua imaginação, por um sonho maluco de noite chuvosa. Mas durava muito tempo e estava absurdamente incontrolável.
Liz acreditava que mesmo com o meio-fio tão perto, podia evitá-lo quando tomasse consciência. É, não podia ser um sonho. Já teria acordado, ou talvez já pudesse andar com as próprias pernas.
Afastou esses pensamentos e resolveu construir o tal mundo que estava em volta suplicando por cores.
E entendeu que aquilo ali, sempre foi ela mesma.
(27/04/11)
Isso é uma imagem
E nós que caímos tanto em cada vão de meio fio perdido,
Não podemos entender que cada sentir-se é eterno,
Preso em cada alma etérea
que de beber, não se vive.
E então,
Uma roda vai,
Mais tantas outras ficam,
Nem sempre com a mesma estabilidade.
Querer tudo do mundo, não é demais.
Vocês que se acostumaram com tão pouco,
Com pouco milho,
Com pouco ciscar.
Queria tanto que cada um simplesmente fosse.
Passeando por caminhos ilimitados,
Estradas proibidas,
Vidas já vividas.
E que se for pra bater o carro,
QUE BATA!
mesmo se for uma bicicleta.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Sally
A falta que eu sinto deve se perder no ar.
O ar que eu respiro agora pesa sem tamanho,
Sem um braço.
Abraçada só com o que restou desses olhares
Restinga de cachos,
de lados.
E as ladeira tão escadas,
Agora tão escorregadores
E que corram corredores!
Porque prioridades não existem mais.
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