sábado, 13 de agosto de 2011

Palavras se perderam.

Aí me vejo, como de costume, a procurar o que já se foi,
o que não há mais o que retirar.

Acho sonho e magia,
tudo o que fazia meus olhos acordarem,
minha mente se perder de cor
e meus pés flutuarem.

O que sinto hoje dessa fonte são cicatrizes,
apenas isso.
E uma vontade de arrependimento mais forte do que eu.

Cada passo mal dado de hoje,
sei que foi fruto dessa água envenenada.
E se sinto raiva,
lhe direi que sinto tristeza.

De cada momento incrível
jogado ao penhasco,
cruelmente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Liz - Cap. 5

Sacou todos aqueles gizes de cera que sempre carregava na bolsa sem nenhuma utilidade e sentiu que seria agora, que aquilo era uma brecha pra tudo que ela queria: Colorir seu próprio mundo.
Ficou pensando se tudo aquilo não tinha sido feito por sua imaginação, por um sonho maluco de noite chuvosa. Mas durava muito tempo e estava absurdamente incontrolável.
Liz acreditava que mesmo com o meio-fio tão perto, podia evitá-lo quando tomasse consciência. É, não podia ser um sonho. Já teria acordado, ou talvez já pudesse andar com as próprias pernas.
Afastou esses pensamentos e resolveu construir o tal mundo que estava em volta suplicando por cores.

E entendeu que aquilo ali, sempre foi ela mesma.

(27/04/11)

Isso é uma imagem

E nós que caímos tanto em cada vão de meio fio perdido,
Não podemos entender que cada sentir-se é eterno,
Preso em cada alma etérea
que de beber, não se vive.

E então,
Uma roda vai,
Mais tantas outras ficam,
Nem sempre com a mesma estabilidade.

Querer tudo do mundo, não é demais.
Vocês que se acostumaram com tão pouco,
Com pouco milho,
Com pouco ciscar.

Queria tanto que cada um simplesmente fosse.
Passeando por caminhos ilimitados,
Estradas proibidas,
Vidas já vividas.

E que se for pra bater o carro,

QUE BATA!

mesmo se for uma bicicleta.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sally

A falta que eu sinto deve se perder no ar.
O ar que eu respiro agora pesa sem tamanho,
Sem um braço.

Abraçada só com o que restou desses olhares
Restinga de cachos,
de lados.

E as ladeira tão escadas,
Agora tão escorregadores
E que corram corredores!

Porque prioridades não existem mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Biomas

Enquanto você se lambuza em milhares de mãos vazias
Enquanto sua pele pede, não amadureça sozinha
Eu mantenho a distância mínima
E segura.

Porque o que há em sua volta é negro como céu urbano
e de fantasia tento transformá-lo.

Mas todos os meus caminhos não são nossos,
São só meus tortuosos.
Feitos galhos em cerrado,
Pirogênicos.

E de tudo que não dá,
Ou não deu,
faço certo, duro e irreal,
Procuro paz.

E deixo tudo ambientalmente de lado.

nu

Das coisas mais absurdas que a sociedade consegue promover,
Se estabelecem em grãos finos que podemos aspirar
E que não são banais,
Nem ao menos desertificadores,
Sigmos.

Sigmóide é você e eu não consigo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

(não) Esperando isso

Furacão subindo pelo braço,
Pés surgindo de cacos inteiros.
Nada ainda derramou leite,
Nada há de se chorar.

Nada agora, você diz,
Futuro chega,
Palavras voam
E insegurança fica.

Aquelas velhas estórias
totalmente desconfiguradas.
Aqueles velhos medos,
todos já naufragados.

Pare de indicar
e chegue até lá,
mas esqueça o quão espelho se tornou,
Você deve saber lidar com você mesmo.