quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Simples discordância

De cá reclamo aos que não tem ouvidos
E incito Caio Fernando.

Por que essa disposição ao amor atormentado?

De certo que não és só nossa,
Nem particular desse tempo.
Mas engasga feio
E sequestra a vontade de respirar

Será que era muito desassossego
Dispor essa classificação a outros sentimentos?
Ou será o amor tão amplo e não delimitado
Que o incorporou a força bruta?

Sei que só convivo com a derivação
De um processo absolutamente inalcançável
E não concordo com ele.

É isso.

sábado, 13 de agosto de 2011

Palavras se perderam.

Aí me vejo, como de costume, a procurar o que já se foi,
o que não há mais o que retirar.

Acho sonho e magia,
tudo o que fazia meus olhos acordarem,
minha mente se perder de cor
e meus pés flutuarem.

O que sinto hoje dessa fonte são cicatrizes,
apenas isso.
E uma vontade de arrependimento mais forte do que eu.

Cada passo mal dado de hoje,
sei que foi fruto dessa água envenenada.
E se sinto raiva,
lhe direi que sinto tristeza.

De cada momento incrível
jogado ao penhasco,
cruelmente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Liz - Cap. 5

Sacou todos aqueles gizes de cera que sempre carregava na bolsa sem nenhuma utilidade e sentiu que seria agora, que aquilo era uma brecha pra tudo que ela queria: Colorir seu próprio mundo.
Ficou pensando se tudo aquilo não tinha sido feito por sua imaginação, por um sonho maluco de noite chuvosa. Mas durava muito tempo e estava absurdamente incontrolável.
Liz acreditava que mesmo com o meio-fio tão perto, podia evitá-lo quando tomasse consciência. É, não podia ser um sonho. Já teria acordado, ou talvez já pudesse andar com as próprias pernas.
Afastou esses pensamentos e resolveu construir o tal mundo que estava em volta suplicando por cores.

E entendeu que aquilo ali, sempre foi ela mesma.

(27/04/11)

Isso é uma imagem

E nós que caímos tanto em cada vão de meio fio perdido,
Não podemos entender que cada sentir-se é eterno,
Preso em cada alma etérea
que de beber, não se vive.

E então,
Uma roda vai,
Mais tantas outras ficam,
Nem sempre com a mesma estabilidade.

Querer tudo do mundo, não é demais.
Vocês que se acostumaram com tão pouco,
Com pouco milho,
Com pouco ciscar.

Queria tanto que cada um simplesmente fosse.
Passeando por caminhos ilimitados,
Estradas proibidas,
Vidas já vividas.

E que se for pra bater o carro,

QUE BATA!

mesmo se for uma bicicleta.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sally

A falta que eu sinto deve se perder no ar.
O ar que eu respiro agora pesa sem tamanho,
Sem um braço.

Abraçada só com o que restou desses olhares
Restinga de cachos,
de lados.

E as ladeira tão escadas,
Agora tão escorregadores
E que corram corredores!

Porque prioridades não existem mais.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Biomas

Enquanto você se lambuza em milhares de mãos vazias
Enquanto sua pele pede, não amadureça sozinha
Eu mantenho a distância mínima
E segura.

Porque o que há em sua volta é negro como céu urbano
e de fantasia tento transformá-lo.

Mas todos os meus caminhos não são nossos,
São só meus tortuosos.
Feitos galhos em cerrado,
Pirogênicos.

E de tudo que não dá,
Ou não deu,
faço certo, duro e irreal,
Procuro paz.

E deixo tudo ambientalmente de lado.

nu

Das coisas mais absurdas que a sociedade consegue promover,
Se estabelecem em grãos finos que podemos aspirar
E que não são banais,
Nem ao menos desertificadores,
Sigmos.

Sigmóide é você e eu não consigo.