quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Imagem Vermelha.
Faça elas queimarem feito fogo que são.
E depois escreva com suas cinzas em meu corpo.
Torna-se real e macabro,
deslumbante e surreal.
Escrito no escrito.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Acordamos.
E areia.
Percorro os quatro cantos,
as sete maravilhas,
e acabo num estilo Shah Jahan,
contemplando o Taj Mahal.
E te convido às Pirâmides de Gizé.
Tudo isso ainda planando minhas águas em seus braços e colo.
Vivamos o todo,
o só nosso,
o que quisermos.
E nademos a tudo.
Vamos afogar com nossa luz,
e gotas.
Deságuo na sua boca.
Quero vivê-la de um todo.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Acordo(ando)-te [fragmento3]
Receio que em tuas terras não caibam minhas águas,
mistura de lágrimas e litros de sentimentos.
E com franqueza posso dizer:
Talvez seja isso que busque em ti,
espaço para jogar-me a mim.
Largar-me com minhas próprias mãos a ti,
mas receio.
Eu quero explodir!
Explodir sentimento!
E quero levar isso para os outros habitantes de nossa morada diária,
o concreto, o cinza.
Quero que elas conheçam as cores.
Não só como combinações de closet,
mas como emanações de suas próprias almas.
Tenho o que te contar também.
Eu vejo áureas.
Nunca dei importância a isso até sentir a minha.
Um dia o violeta tomou-me por completo
e tudo era belo.
Se todos pudesse ver o que eu vi...
Fui tomada de assalto por uma euforia,
você tem que sentir isso.
Queria que visse também.
É um espetáculo grandioso
ver uma névoa violeta dançante
em volta de uma silhueta desmarcada.
Talvez tenha sido esta cor que viste.
Montemos uma pintura com nossos corações
derramados nas águas doces do Vale do Existir.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Acordo(ando)-te [fragmento2]
Caminhemos para a abertura total de fronteiras e
o transbordamento completo de sensações.
Eu não acredito mais no real.
Não com alguém como tu me fazendo flutuar em meio ao léu.
Estou jogada nas tuas ilusões,
e me parece que é recíproco.
Você estava lá,
aquele dia e seguidamente.
Sempre emanando um brilho verde,
um verde que não parecia chamar-me atenção,
mas está aqui,
até hoje nas minhas lembranças.
E quão surpreendente são as lembranças não?
Ainda enxergo no fundo da minha íris
um olhar seu,
um olhar de cumplicidade.
Não sei se fui só eu,
mas ali eu tremi ligeiramente.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Acordo (ando)- te. [fragmento]
É tempo de tormenta
e sinto tanto não poder arrancar-me qualquer coisa
para jogar aos pés de tudo que quero perto.
São tantas coisas que permeiam meu existir,
tantos fragmentos insistentes rodeando meus pensamentos.
E não pense que me assusto.
Procuro eternamente luz nos olhos alheios
e em ti, brilham tanto.
E apesar de não querer olhar-me nos olhos,
não consegue esconder, não conseguirá.
Ofereceu-me seus braços,
e a eles sou toda necessidade.
E porquê não arrancar-me a mim como quero?
Não tem sentido não fazê-lo.
(...)