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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Viajo porque preciso.

É por isso que viajo.
Pra me perder de mim,
Pra ocupar os cacos que pairam no meu pensar,
Pra não deixar você de vez sumir ou mudar.
Simplesmente fica lá,
Guardado e intacto.

Pois cada mundo que conheço
me desvia de você,
de vocês.
Me faz mais pedra
E você mais perpétuo.

Que nem os sonhos que nunca dão certo.
Que nem o tempo que nunca se ajusta pra nós.

domingo, 20 de junho de 2010

Sabonete redondo.

Você não sabe quantas vezes quis voltar,
Quis me prender,
Te prender aquele velho hábito de deixar contas a pagar,
Mas agora eu sei as consequências disso tudo,
Sei o quanto dói,
Sei o quanto não é justo.

Sei o quanto nunca é justo.

O problema não são os outros,
É o quanto quero abraçar o mundo pra mim,
Tento tanto que talvez isso faça meus braços mais escorregadios pelo suor do esforço,
Nada fica,
Nada nunca vai ficar.

eu tenho que entender isso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

vésp-era.

Cada dia é uma lágrima.
Cada piscar tem um sentido.
Cada sorriso, um dono.
Cada jogar-se, um chão.

Me encerro de novo no asfalto
Como nos velhos tempos.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Without you, I fall asleep.

Sem você, eu adormeço.
Não há mais nada o que fazer a não ser sonhar.
Talvez você esteje sugando minha vida real,
E eu deixei tudo andar como se tivessemos apenas dois pés.

E assim tem sido.

Dois pés e uma só estrada
Sobre os cacos de um vidro quebrado,
Sobre as pedras flamejantes,
Sobre todo o ar que respiramos.

Eu já sinto meu corpo escorregando pelo seu.
Escorrendo o arco-íris cravado em meu peito,
Negando toda a laceração,
Não tendo escolha.

Talvez eu tenha que aprender a cortar os solados,
E ainda sorrir como uma Barbie.