Sou levada a te dizer que o que há é verdade ferrenha,
É escolha certa,
É caminho já traçado.
Mudar de rumo é destino de pedra, de planta.
Vá colocando seus tijolos amarelos
Que a gente conversa nas encruzilhadas do penar.
E eu vou te procurar com certeza,
Quando meu boi precisar do teu pasto pra passear.
Se assim será,
Será muito mais simples.
E com nata.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Curto lamento de campo.
E é aí que me vejo calada, sem porte, sem casa.
Quando você vem e me olha e me lembra de tudo que não pode ser mais.
Podia só deixar de ser?
Pra que me lembrar dos dias enclausurados
que foram belos e agustiantes ao mesmo tempo?
Talvez prefira ser casca calada,
que se guarda por não poder dizer.
Escolhas são para os que não tem sede.
Quando você vem e me olha e me lembra de tudo que não pode ser mais.
Podia só deixar de ser?
Pra que me lembrar dos dias enclausurados
que foram belos e agustiantes ao mesmo tempo?
Talvez prefira ser casca calada,
que se guarda por não poder dizer.
Escolhas são para os que não tem sede.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Viajo porque preciso.
É por isso que viajo.
Pra me perder de mim,
Pra ocupar os cacos que pairam no meu pensar,
Pra não deixar você de vez sumir ou mudar.
Simplesmente fica lá,
Guardado e intacto.
Pois cada mundo que conheço
me desvia de você,
de vocês.
Me faz mais pedra
E você mais perpétuo.
Que nem os sonhos que nunca dão certo.
Que nem o tempo que nunca se ajusta pra nós.
Pra me perder de mim,
Pra ocupar os cacos que pairam no meu pensar,
Pra não deixar você de vez sumir ou mudar.
Simplesmente fica lá,
Guardado e intacto.
Pois cada mundo que conheço
me desvia de você,
de vocês.
Me faz mais pedra
E você mais perpétuo.
Que nem os sonhos que nunca dão certo.
Que nem o tempo que nunca se ajusta pra nós.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Terremoto de nuvens.
E tudo que de novo há,
De novo desmorona.
E cada pedaço de estrela que colhi do teu mar,
Eu penso em perder as pernas.
Nada existe sem ligações,
sem fibrilações,
sem postes, alôs e fios embaraçados.
E a mim não haveria de ser diferente.
Sem ar não me preencho
Sem arranha-céus,
Sem zeppelins e cabines lotadas.
E por que haveria de mim tanto querer?
Só sei que quero muito
Viajar num raio
Seja de lá ou de cá.
De novo desmorona.
E cada pedaço de estrela que colhi do teu mar,
Eu penso em perder as pernas.
Nada existe sem ligações,
sem fibrilações,
sem postes, alôs e fios embaraçados.
E a mim não haveria de ser diferente.
Sem ar não me preencho
Sem arranha-céus,
Sem zeppelins e cabines lotadas.
E por que haveria de mim tanto querer?
Só sei que quero muito
Viajar num raio
Seja de lá ou de cá.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O que há é imenso.
Por mais que eu tente,
Não consigo me fazer entender.
Não há como fluir o mar aberto que existe dentro de mim,
Não há como fazê-lo escorrer.
E que alguém mude minha opinião!
Me façam ver que há como,
Que há maneira de encher olhos com reflexos reluzentes,
De esquentar mãos e corações gelados,
De fazer falar os descontentes.
Preciso de saídas,
De curvas,
De alta velocidade.
Preciso de um acidente
Que se faça enxergar.
Preciso de dignidade.
E que venha de todos os lados,
Que caia do céu
Deslocando o arco-íris
E descolando estrelas.
Que faça um boom de cores,
Dentro e fora de mim.
Não consigo me fazer entender.
Não há como fluir o mar aberto que existe dentro de mim,
Não há como fazê-lo escorrer.
E que alguém mude minha opinião!
Me façam ver que há como,
Que há maneira de encher olhos com reflexos reluzentes,
De esquentar mãos e corações gelados,
De fazer falar os descontentes.
Preciso de saídas,
De curvas,
De alta velocidade.
Preciso de um acidente
Que se faça enxergar.
Preciso de dignidade.
E que venha de todos os lados,
Que caia do céu
Deslocando o arco-íris
E descolando estrelas.
Que faça um boom de cores,
Dentro e fora de mim.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
15/06/10 - 00:03
Me seguro,
Desfarço,
Faço o que posso,
Mas é impossivel sobreviver a esse baú
Que me prende a sete chaves,
Cujos cadeados estão jogados fora.
Uma prisão tão fraca como uma poça de água na mão
E tão forte como uma camisa de força.
Num caçado abandonado pelos desgastes do tempo
Que não cria, destroe.
Empoeira tudo,
Deixa o tesouro acuado, sem brilho,
Talvez encrustado de corais
Depois de um mergulho longo por águas profundas e pertubadoras.
Desfarço,
Faço o que posso,
Mas é impossivel sobreviver a esse baú
Que me prende a sete chaves,
Cujos cadeados estão jogados fora.
Uma prisão tão fraca como uma poça de água na mão
E tão forte como uma camisa de força.
Num caçado abandonado pelos desgastes do tempo
Que não cria, destroe.
Empoeira tudo,
Deixa o tesouro acuado, sem brilho,
Talvez encrustado de corais
Depois de um mergulho longo por águas profundas e pertubadoras.
domingo, 20 de junho de 2010
Sabonete redondo.
Você não sabe quantas vezes quis voltar,
Quis me prender,
Te prender aquele velho hábito de deixar contas a pagar,
Mas agora eu sei as consequências disso tudo,
Sei o quanto dói,
Sei o quanto não é justo.
Sei o quanto nunca é justo.
O problema não são os outros,
É o quanto quero abraçar o mundo pra mim,
Tento tanto que talvez isso faça meus braços mais escorregadios pelo suor do esforço,
Nada fica,
Nada nunca vai ficar.
eu tenho que entender isso.
Quis me prender,
Te prender aquele velho hábito de deixar contas a pagar,
Mas agora eu sei as consequências disso tudo,
Sei o quanto dói,
Sei o quanto não é justo.
Sei o quanto nunca é justo.
O problema não são os outros,
É o quanto quero abraçar o mundo pra mim,
Tento tanto que talvez isso faça meus braços mais escorregadios pelo suor do esforço,
Nada fica,
Nada nunca vai ficar.
eu tenho que entender isso.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Baião de dois anos.
Eu não sei mais quem é você,
Já foi alecrim dourado
E agora se afasta do mundo assim
Que nem espaçonave que não quer voltar.
Me fala dos sorrisos,
Me prende nas nostalgias
E depois me larga no buraco negro.
Que nem estrela explodida.
Diz que vai pra bem longe
E não sabe se vai voltar.
E eu de brincar a ir junto
Te pego a rejeitar.
Você, que de tão antigo,
Sabe me prender a tudo,
E que de tão Direito,
Não consegue um só julgamento.
Anos não são nada quando já se passaram tantos segundos que não me olha
nos olhos.
Já foi alecrim dourado
E agora se afasta do mundo assim
Que nem espaçonave que não quer voltar.
Me fala dos sorrisos,
Me prende nas nostalgias
E depois me larga no buraco negro.
Que nem estrela explodida.
Diz que vai pra bem longe
E não sabe se vai voltar.
E eu de brincar a ir junto
Te pego a rejeitar.
Você, que de tão antigo,
Sabe me prender a tudo,
E que de tão Direito,
Não consegue um só julgamento.
Anos não são nada quando já se passaram tantos segundos que não me olha
nos olhos.
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